segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Após dois anos de ausência... por mera preguiça, voltei.

segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007



É chegado o dia de escrever sobre uma atrocidade que assola a nossa sociedade, principalmente a sociedade automobilizada.

Como uma boa percentagem dos portugueses que se deslocam frequentemente por auto-estradas, sou aderente da Via Verde, mas há dias, para mal dos meus pecados, vi-me obrigado a sair da auto-estrada por uma daquelas a que, depois desta trágica experiência apelidei de "passagens do estampa". Isto é trágico! Qualquer cidadão, contribuinte como os outros, que tenha o azar de não aderir à Via Verde corre o risco de não chegar a casa. Seguindo o raciocínio que levou à criação do nome da Via, os não aderentes correm o sério risco de levar uma valente "castanha", tal é a bisga com que passam os "privilegiados". Isto suecedeu-me, caro leitor, não me contaram, e confesso que me senti um "parente pobre" das auto-estradas. A Brisa, sociedade que gere este flagelo, está a criar um fosso entre os aderentes e os não aderentes. Chego mesmo a acreditar que os aderentes se chamam assim porque o pé adere de tal forma ao acelerador... bem, se calhar não.

De qualquer forma, e em jeito de conclusão, parece-me que a intenção da Brisa é simples: engrossar as fileiras de aderentes. Se não, como se explicam as saídas das auto-estradas portuguesas, que dão manifesta preferência aos aderentes? Não será este um caso evidente de ou xenofobia? Talvez não seja à toa que esta via seja verde, afinal trata-se de uma questão de cor...

Cumprimentos!

terça-feira, 27 de Novembro de 2007

Sabes que estás em 2007 quando...

Recebi esta curiosidade por e-mail, claro, e não resisti...

1. Acidentalmente introduzes a tua password no microondas.
2. Há anos que não jogas paciências com cartas de papel.
3. Envias um e-mail ou ligas-te ao Messenger para conversares com a pessoa que trabalha na mesa ao lado da tua.
4. A razão porque não falas há muito tempo com alguns familiares é desconheceres os seus endereços electrónicos.
5. Usas o telemóvel na garagem de casa para pedir a alguém que te ajude a levar as compras.
6. Todos os anúncios da TV têm um site indicado na parte inferior do ecrã.
7. Se te esqueces do telemóvel em casa, coisa que não tinhas há 20 anos, ficas apavorado e voltas para buscá-lo.
8. Levantas-te pela manhã e quase que ligas o computador antes de tomares o pequeno-almoço.
10. Conheces o significado de lol, tbm, qdo, xau, msm, dps...
11. Não sabes o preço de um envelope comum.
12. Para ti, ser organizado significa ter vários bloquinhos, uma agenda electrónica ou coisas do tipo.
13. A maioria das anedotas que conheces, recebeste por e-mail (e ainda por cima ris-te sozinho...).
14. Dizes o nome da firma onde trabalhas quando atendes o telefone na tua própria casa (ou até mesmo o telemóvel!).
15. Marcas o '0' para telefonar de tua casa.
16. Vais para o trabalho com preguiça quando o dia ainda está a clarear e voltas para casa quando já escureceu de novo.
17. Quando o teu computador pára de funcionar, parece que foi o teu coração que parou.
18. Estás a ler esta lista e estás a concordar com a cabeça e a sorrir.
18. Estás a concordar e tão interessado na leitura que nem reparaste que a lista não tem o número 9.
19. Foste verificar se é verdade que falta o número 9 à lista e nem viste que tem dois números 18.
19AGORA ESTÁS-TE A RIR CONTIGO MESMO...

quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Euro 2008

Ora bem, terminado o jogo, já me sinto em condições de falar da selecção. Não vou sequer abordar a titularidade do Nuno Gomes, porque apetece-me discutir bola... por isso não vou desviar-me do tema.
Relativamente à bola, propriamente dita, também não tenho muito a dizer. É redonda, ainda não tem chip... e leva pontapés. Agora, em relação à selecção que somos levados a crer ser portuguesa, isso sim, tenho muito a dizer. É um facto que, afinal, Portugal não tem selecção nacional de futebol. Analisemos o conceito: "selecção" implica que seja uma escolha dos melhores de entre um grupo (no caso, de futebolistas de um determinado país). Já Darwin se referia à selecção natural... "Nacional" é referente a nação, país... Isso é coisa que não acontece nesta equipa da bola. Temos um seleccionador nacional português, que é brasileiro, que se esquece que tem de seleccionar os melhores portugueses e opta por uns razoaveizinhos seus patrícios. Como se não bastasse, quando o brasileiro é castigado vem... outro brasileiro, mas este parece que tem família portuguesa. Será que era preciso este dar uma bofetada ao árbitro e o seu sucessor esfaquear o vendedor de "nogats" para voltarmos a ter um português à frente da suposta selecção nacional? A questão do castigo leva-me ainda a outra conclusão. Depois do soquete que o brasileiro tentou aplicar ao sérvio, apregoou-se aos quatro ventos que os portugueses têm mau perder, são agressivos e mal-educados. Ora bem, naquela "salganhada" toda, o único português envolvido foi o Brassard que tentou apaziguar a coisa e só não levou uma "castanha" porque não calhou. "Apaziguar" é uma palavra derivada por prefixação e sufixação, cuja palavra primitiva é "paz"... não entendo a confusão. É como dizer que os brasileiros são violentos porque houve um português no brasil que bateu na mulher, depois do Benfica ter levao 7-0 do Celta de Vigo... ups, esta escapou-me.

Ainda relativamente às nacionalidades e à teoria de que não existe seleccção nacional portuguesa, agora, para além dos dois brasileiros que cantam orgulhosamente e sem qualquer ressentimento colonialista a Portuguesa, temos ainda dois futebolistas oriundos do Congo (país simpático que, ao que consta, fica para lá do Tejo, mas já fora dos limites do nosso jardim à beira-mar plantado. Além destes, temos ainda um pintas com a mania que é artista da bola que diz, perante as câmaras de TV, depois de ter sido assobiado por não ter jogado um chavo, por pessoas que, mesmo não recebendo centenas de milhar de euros mensalmente, pagaram bilhete para ir ver um jogo de futebol: "Os portugueses são assim..." Ora, isto leva-me a crer que o tipo com pinta de estrela não é português... Era caso para dizer: "Porquè no te callas?!"

Cheira-me que há dedo do Pinto da Costa nisto...

segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

AVISO

As autoridades advertem para a o facto de no início do corrente mês ter desaparecido do Zoo de Lisboa um hipopotamo fêmea com tiques de estrela, que anda a exibir-se pelas televisões do país, a apregoar, falaciosamente, ter a capacidade de fazer deste um "Natal especial".

Alertam-se todos os que se possam cruzar com o mamífero para o facto de este sofrer de graves perturbações mentais.

MARCAS CARACTERÍSTICAS:

Tez rosada

Gaguês profunda

Olhar vivo

Ar (aparentemente) inofensivo

Fora de contexto.

Hoje, após uns dias de pausa, resolvi escrever sobre um tema mais sério do que é habitual neste espaço. Apesar de descontextualizado, entendi que este tema seria a propósito, que mais não seja porque o blogue é meu e escrevo nele o que bem entender.
Há uns quinze anos, apelidaram a minha geração, na altura com 14, 15, 16 anos, de "geração rasca" porque acreditava em valores diferentes dos da geração anterior. Todos se sentiram, inclusivé eu, extremamente ofendidos e feridos na sua dignidade. Afinal, ser jovem é ser insatisfeito, é ser incómodo, é, por vezes, ser parvo... Disse-se, então, que a geração que nos chamava "rasca" era a geração que nos tinha educado.
Então, como agora, havia um conflito de gerações, de saberes, de interesses... então, como agora, havia aquilo a que os anglo-saxónicos chamam de "generation gap". Os nossos pais tinham saberes que acreditavam ser mais importantes e nós trazíamos a inovação, a modernidade... éramos, como os jovens de hoje, capazes de mudar o mundo.
É por isso que não vejo que haja legitimidade para apontar o dedo aos jovens de hoje. Esta geração da Playstation e do Mp3 nasceu e cresceu rodeada de tecnologia, daí pensar-se que, à partida, teria mais facilidade em absorver informação e em desenvolver competências. De facto, isto acontece, mas acontece também que se estão a perder capacidades básicas como a de raciocinar, de reflectir, de ter espírito crítico... sem estas, nada faz sentido e, por mais tecnologia que tenhamos ao nosso dispor, nada somos.
Esta é, sem dúvida, uma das preocupações que me afligem, visto que, dada a minha profissão, tenho a felicidade de lidar com gente jovem diariamente e, por vezes, constatar essa difculdade "in loco". Vejo nestes jovens dificuldades que nunca pensei ver, por nunca me passar pela cabeça que seria possível viver, conviver, sem criticar, reflectir, avaliar opiniões... pois bem, é possível.
Contudo, parece-me evidente que o Homem é um ser de costumes, de rotinas, de hábitos. Se nos habituarmos a tomar como dado adquirido aquilo que nos fazem crer, dificilmente seremos seres pensantes, críticos, úteis. Apesar da evolução dos tempos, o nosso cérebro continua a ser uma máquina muito útil, que não deve ser desaproveitada.
É crucial criar o hábito de discutir, discordar, opinar, argumentar... sem, no entanto, cair no absurdo de discordar por discordar, evidentemente. Rebeldia todos temos, mas há que não confundir rebeldia com parvoíce pura.
Bem-hajam

terça-feira, 13 de Novembro de 2007

I Really See Stupid People...

Ao cabo de três dias de ter construído este blogue, deparo-me com a deprimente realidade de, efectivamente, não faltar tema para escrever. Ora, digo deprimente porque o objectivo deste blogue é escrever sobre situações absurdas do nosso dia-a-dia... se não falta tema, algo vai mal neste jardim à beira-mar plantado (como dizia alguém que, certamente não passava com frequência por zonas do nosso país que se assemelham a tudo menos a um jardim).
Ora bem, ao que parece, há que fazer um esforço de contenção para reduzir a dívida pública. Eu e milhões de contribuintes portugueses ouvimos esta expressão que, no que me toca, fere como alfinetes na planta dos pés... Mais fere ainda quando a primeira notícia que ouvimos ao acordar é que o Ministério da Justiça gastou 176 mil euros... isso mesmo 176 mil euros, 35.284.832 escudos, na moeda antiga, em... carros de luxo! Que grandessíssimos...
Claro, então. O Zé Povinho esmifra-se a trabalhar para conseguir pagar a prestação da casa, a escola dos miúdos, a prestação do carro, a comidinha do dia-a-dia e, se não for exagero, para ir ao cinema com a família uma vez por mês... por ano, vá. O Xôr Ministro e o "Gangue da Justiça" pegam no dinheiro que o Povinho desconta e trufas, compra carros. Isso sim é fazer jus ao ministério que ocupam!
Bem-hajam!